Calendarização do Evento

Calendarização do Evento

Partida - Início do Evento

4 de Junho (quinta-feira, feriado)

Manteigas - Huesca (Pirenéu aragonês)

O caminho de Portugal até os Pirenéus é longo, quase mil quilómetros. Grande parte é por autoestrada, mas o tempo de deslocação será próximo de 12 horas.

Por isso devemos iniciar a viagem cedo (pelas 8 ou 9 horas), para chegarmos ao destino a ‘horas decentes'. A chegada será a Este de Pamplona/Jaca ou outra localidade já dentro dos Pirenéus, onde será marcado o alojamento para o grupo.

Para encurtar o caminho a percorrer até os Pirenéus (e também o tempo de percurso) teremos de começar o caminho em Manteigas, de manhã. Para quem vier de Lisboa, providenciarei alojamento em Manteigas na noite anterior; deverão fazer a deslocação de Lisboa para Manteigas na quarta-feira.

Na chegada aos Pirenéus passamos na cidade de Jaca, onde há uma loja grande de material de montanhismo. Aí poderemo-nos aprovisionar de algum item que esteja em falta.

Ajustamento de localização

5 de Junho (sexta-feira)

Torla (Espanha) - Gavarnie (França)

Chegaremos aos Pirenéus na quinta-feira à noite, mas na encosta sul, do lado espanhol.

O nosso passeio será de norte para sul, de França para Espanha.

Na sexta-feira deixamos os nossos carros no ponto do final da caminhada da sexta-feira, vamos para o lado francês da cordilheira em táxi, enquanto usufruirmos da paisagem dos Pirenéus, passamos para o lado norte da cordilheira, pelo Túnel de Bielsa-Aragnouet (entradas a 1821 m (es) e a 1664 m (fr) e comprimento 3070 m, construído entre 1967 e 1976).

O ponto de início da caminhada pedestre é um vale de montanha de uma beleza extraordinária: Gavarnie. É um imenso circo glaciário e tem a mais alta cascata da Europa. Assim utilizaremos a sexta-feira para ainda conhecermos o Circo de Gavarnie (parte essêncial da classificação de Património da Humanidade). e para nos localizarmos no local onde começaremos o percurso pedestre no dia seguinte.

Seria uma pena não aproveitarmos este sítio!

Primeiro dia de caminhada.

6 de Junho (sábado).

Col de Tentes - Refuge des Sarradets (Gavarnie)

Circo de Gavarnie.

Imagem: Emilio Astacio da base de fotografias do serviço Unsplash.

Este será o primeiro dia efectivo de caminhada!

Iniciaremos a marcha no estacionamento junto ao miradouro de Col de Tentes. Fica a 2210 m de altitude, o que será uma vantagem para a nossa deslocação e para o nosso desnível.

Vamos ‘cortar o caminho ao meio', já que habitualmente se faz o caminho do Col de Tentes para o refúgio de Góriz (Espanha) em um só dia. Vamos fazer esse percurso em dois dias, para minimizar esforço, e para termos mais usufruto das paisagens.

Terminaremos o nosso dia no Refuge des Serradets (2587m), ainda em França. Aqui o link para o refúgio: https://refugebrechederoland.ffcam.fr/ Tembém tem webcam para se ver as condições ambientais…

De volta a Gavarnie

10 de Junho (quarta-feira)

Torla-Ordesa - Gavarnie - Torla

Na época-alta (a partir de 20 de Junho) o acesso a carros particulares está vedado.

Há um serviço de autocarro com horários alargados que fazem o trajecto do parque a Torla.

Ver aqui: https://ordesabus.com/fechas-horarios/

De volta a Portugal

11 de Junho (quinta-feira)

Ordesa - Portugal (Manteigas/Lisboa)

Há alguns lembretes e dicas úteis no fundo desta página, por baixo da calendarização.

Será conveniente ler e ter atenção.

Técnico:

Na chegada ao refúgio podemos ter de atravessar manchas de neve congelada (semelhante à chegada ao refúgio do Toubkal (Marrocos)

Necessário botas de caminhada, uso de crampons útil/provável

Distância percorrida: ~ 5 km

Está aqui o percurso previsto, desde Gavarnie a Ordesa:

https://loc.wiki/t/260041513?wa=sc

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No nosso segundo dia de caminhada vamos atravessar a mítica Brecha de Roland (ver a imagem a lado) a 2804 m, passamos fronteira entre a França e Espanha. Vamos terminar o dia no refúgio de Góriz (2190 m). Estão aqui as informações do refúgio de Góriz: https://www.goriz.es/el-refugio-de-goriz/

Nota: A Brecha de Roland tem ca. de 40 m de largura na base e ca. 70 m de altura. É maior do que aparenta nas imagens…

Técnico:

Na subida para a Brecha de Roland vamos atravessar manchas de neve gelada e passar perto ou sobre glaciares de nicho, por isso o uso de botas de caminhada será obrigatório, ténis não serão adequados/suficientes, uso de crampons útil/provável.

Do outro lado da brecha (o lado sul…) não haverá neve nem gelo.

Distância percorrida: ~ 7 km

Se as condições ambientais o permitirem, tentaremos neste dia a subida ao Monte Perdido, terceiro pico da cordilheira pirenaica (o Pico de Aneto tem mais 50 metros e o Pico Posets tem mais 14 m, mas a beleza da paisagem envolvente com a fama do Parque de Ordesa e do Circo de Gavarnie, a existência de um túnel rodoviário próximo e de um refúgio de cada lado do cume e a possibilidade de se fazer um caminho sem repetição de percurso fez-me optar pelo Monte Perdido).

A rota tradicional de subida faz-se subindo pelo prado alpino para Norte, até a crista que liga os cumes do Monte Perdido e o Cilíndro de Marboré, a ca. 2900 m. Daí, junto ao ‘Lago Gelado’, vira-se para Sudeste, e sobe-se uma escombreira, ‘la Escupidera’ (ver imagens ao lado) É o elemento mais difícil da subida, espero que em Junho ainda esteja coberta de gelo de modo a facilitar a nossa marcha.

A descida do Monte Perdido pode-se fazer pelo mesmo caminho da subida, ou em alternativa, pela face norte. Se estiver bom tempo, sem nebulosidade, podemos avançar pelo Glaciar do Monte Perdido. Assim vamo-nos estrear a caminhar sobre um glaciar…

Técnico:

A ascenção do Monte Perdido terá seguramente neve gelada em quantidades significativas - o uso de botas e crampons será necessário; as polainas e piolet’s aconselhado, mas não ‘obrigatório’….

Distância percorrida: 7 km, em ida e volta ao topo.

Depois de atravessarmos a fronteira entre a França e Espanha e termos subido ao Monte Perdido vamos descer da montanha e dos prados alpinos em Góriz.

Com o maciço do Monte Perdido atrás de nós e o imenso Valle de Soaso à nossa frente, vamos descer junto da famosa cascata da ‘Cola del Caballo’ e seguir até Pradera de Ordesa, onde estará o nosso carro.

Vamos ter uma descida ‘agarrados às correntes’ e depois 8 km em terreno plano. Com as vistas magníficas do Vale de Ordesa à nossa volta, vamos passar do prado alpino ao bosque de floresta densa.

Procurar alojamento em uma das aldeias de montanha próximas - Torla, Broto ou Sarvisé.

Técnico:

Este dia apenas tem descida e, à excepção de um sector onde se passa sobre a rocha com segurança de correntes, o caminho será plano e fácil. Será a oportunidade para utilizar o calçado mais leve, embora possa ter de se passar algumas linhas de água, ou áreas húmidas.

Começamos no Refugio de Góriz a 2190 m, e terminamos no estacionamento em Pradera de Ordesa junto da ‘Puente de los Cazadores’, a 1320 m.

Distância percorrida: 13 km.

A informação aos caminhantes , em Pradera de Ordesa. Está no fundo do parque de estacionamento, onde termina o percurso pedestre.

Imagem: Carlos Pascual, na página www.komoot.com

Buscar os carros que deixámos no ponto de partida.

No inícia da caminhada, fomos de carro para Col des Tentes, onde deixámos as quatro rodas. Temos um veículo deixado estratégicamente no início da semana, no local do final do percurso pedestre. Agora servirá para se ir buscar os restantes carros que nos leváram até França…

O trajecto de ir e regressar de Torla-Ordesa até Col des Tentes é de 138 km, segundo o GoogleMaps. Poderá levar umas três ou quatro horas, em cada sentido. Na sexta-feira, quando deixarmos um carro em Torla/estacionamento ficaremos com uma noção aproximada da duração desse trajecto, e saber-se-à quando tempo será expectável demorar a recolha dos carros do lado françês. Provavelmente será a maior parte do dia.

Quem ficar para trás pode procurar sítio para jantar, por favor :-D

Regresso a Portugal.

Mais uma maratona de condução…

Apesar de se ganhar uma hora, à chegada a Portugal, pode o cansaço já ser muito. Nesse caso haverá o ‘porto seguro’ em Manteigas. Tal como na véspera do início desta aventura, há garantia de uma cama e um banho, a 400 quilómetros de Lisboa. Não parece muito, mas pode ser confortante depois de atravessar a Península Ibérica - e de subir ao Monte Perdido…

Segundo dia de caminhada

7 de Junho (domingo)

INÍCIO: Refuge des Sarradets (França)

Brèche de Roland

FINAL: Refugio de Góriz (Espanha)

Brèche de Roland, um ‘buraco’ na parede rochosa da fronteira entre França e Espanha.

Imagem: Pierre Meyer, ‘Rando Vallées de Gavarnie’

Monte Perdido - 3355 m.

8 de Junho (segunda-feira)

Refugio de Góriz - Monte Perdido - Góriz

Imagem: Komando Kroketa.

Imagem: El Periódico de Aragón.

Parque de Ordesa

9 de Junho (terça-feira)

Refugio de Góriz - Pradera de Ordesa

Imagem: Patrick Rouzet, publicado pela wikimedia.org

Alguns conselhos úteis

A maior parte do percurso é em altitude acima de 2200 m. Logo, mais fadiga…

Atenção ao peso das mochilas!

Vamos andar em autonomia, com mochila, onde teremos de levar um saco-cama e roupa para os 4 dias da actividade.

Os pernoitamentos serão nos abrigos/refúgios de montanha, com jantar e pequeno-almoço incluídos. Não será necessário levar tenda, apenas reforço alimentar diário para as caminhadas.

Nos abrigos de montanha não há lençóis nem roupa-de-cama, apenas colchões. Será necessário cada um levar um saco-cama que não precisa ser quente. Os abrigos estão em alta-montanha e por isso preparados para o frio (são aquecidos no Inverno).

Nenhum dos abrigos onde iremos pernoitar tem wi-fi. O Refúgio Sarradets indica haver recepção ocasional de telemóvel, no exterior; no Refúgio de Góriz não há qualquer sinal de telemóvel, tem um telefóne fixo (satélite…) com activação por moeda, onde se pode contactar o exterior.

Como sempre em caminhadas: evitar roupa de algodão, principalmente na roupa interior / primeira camada. O algodão absorve a transpiração do corpo, mas quando húmido não aquece e deixa o utilizador frio. Levar uma peça de algodão apenas para vestir à noite, nos abrigos.

A melhor alternativa é usar roupa de lã merino (ou com mistura de fibra e lã) ou malha de fibra sintética.

Penso já todos serem ‘batidos’ em caminhadas, mas fica o conselho: Levar roupa em camadas. Em vez de um casaco muito quente é melhor levar um forro intermédio e um casaco corta-vento, que se pode despir se a temperatura aumenta.

Deve-se sempre começar o dia com ‘roupa a menos’, até sentir frio, que com a actividade física da caminhada o organismo metaboliza muito calor e a roupa do início passa a ser um peso para carregar às costas o resto do dia…

Atenção que vários dos alojamentos têm piscina privativa, pelo que será útil levar fato de banho.

Webcams e Meteo

Há poucas webcams do lado françês desta região dos Pirenéus. Do lado espanhol há mais.

(França) https://www.pyreneige.fr/station-ski/gavarnie-gedre/webcams/

(Espanha) https://www.alberguesyrefugios.com/webcams

Esta página terá porventura a maior lista de webcams dos Pirenéus espanhois (e não só: tem também uma câmara no Refúgio da Laguna Grande, em Gredos…).

Uma das câmaras está, em permanência, a mostrar a face setentrional do Maciço do Monte Perdido - é uma das que estão identificadas como ‘Pico Mondicieto’.

Temos também uma página com os dados meteorológicos de vários refúgios espanhóis:

https://www.alberguesyrefugios.com/datosmeteo

A melhor previsão do tempo para a área do nosso passeio será nese sítio: https://www.meteoexploration.com/en/forecasts/Refugio-Goriz/

Os utensílios técnicos (crampons, polainas e piolets) já tenho, para todos os participantes.

Os itens de vestuário de montanha (ex. gorro e luvas) de tamanho e uso pessoal, cada um terá de levar.

Não esquecer gorro/gola e luvas.

Levar um casaco resistente à chuva ou uma capa para chuva. Podemos apanhar chuva, não será muita, mas mesmo pouca, sem roupa adequada, é um grande incoveniente. Ver ao fundo da página, sobre as previsões do tempo.

Será conveniente levar um calçado para usar nos dias antes e depois da caminhada pedestre.

Para a caminhada, serão 4 dias, aconselho a levar uma botas de montanhismo (botas de caminhada também serve, desde que tenham alguma rigidez na sola, para aguentar os crampons). As botas serão indispensáveis, que vamos caminhar sobre neve e gelo.

Para além das botas, será conveniente levar um calçado alternativo, mais leve e que tenha boa aderência no piso. Podem ser sapatilhas de caminhada, ‘ténis’ ou semelhante.

Levar chinelos para a piscina e para usar no interior dos refúgios onde normalmente não é permitido andar com botas ou calçado do exterior.

Está aqui uma lista das coisas a levar

É quase uma repetição do que está explicado acima, mas pareceu-me ainda haver dúvidas no que levar, optei por fazer uma lista…

Nota: os combustíveis em Espanha são bastante mais baratos do que em Portugal.

Neste momento (12/Maio) o preço em Espanha é variável, mas tipicamente 1,659 €/L (gasóleo), 1,568 €/L (gasolina) ou pontualmente até menos. (informação oficial dos preços https://geoportalgasolineras.es/geoportal-instalaciones/Inicio)

Os preços em França são mais caros, mais até do que em Portugal, ca. 2,20 e 2,10, respectivamente para gasóleo e gasolina. (informação oficial dos preços em França: https://www.prix-carburants.gouv.fr/).

Há que levar essas diferenças em conta, principalmente antes de saír de Espanha para França (e no regresso a Portugal).

Para os Pirenéus centrais:

As condições meteorológicas alteraram-se da vaga de calor que nos afectou na semana passada. O tempo está ligeiramente mais fresco. Neste início de semana deve caír um pouco de neve ou neve-molhada no Monte Perdido e neve-molhada ou chuvisco na área montanhosa circundante. Temperaturas perto de zero, de noite, um pouco acima de zero, de dia.

Para o final da semana e no início da próxima semana (quando nós lá passaremos) as temperaturas parecem tender a aumentar um pouco outra vez, com temperaturas acima de zero graus. Parece manter-se a probabilidade reduzida de chuvisco.

Será por isso essencial levar uma capa para chuva ou um casaco resistente à chuva.

Este evento está quase a começar!

Se és participante, acompanha acima as actualizações e informações.